quarta-feira, 2 de abril de 2008

Análise de formação

A Assessoria de Imprensa do Grande Guia dos Povos informa que:

Há meses (ou anos?), o CC recebeu do camarada Ogro Vermelho Revolucionário a análise história da formação do Movimento dos Etílicos, que mais tarde viria a se transformar no MEB. O documento foi obviamente encaminhado ao departamento de censura do Partido. Nossos peritos ficaram meses analisando o texto que agora se apresenta em busca de mensagens subliminares que poderiam inflamar a contra-revolução AA.

O MEB, após essas análises, decidiu por bem apresentar o texto aos camaradas guerreiros. O resultado abaixo sofreu algumas pequenas modificações (porque, caralho, camarada, vai colocar ponto e vírgula mal assim em Moscou; Lukács te mataria!), mas nada que altere seu teor etílico.

A responsabilidade pelos fatos históricos é, obviamente, do camarada Ogro. O CC se abstém, não da cachaça, mas das incorreções gramaticais e/ou da tradução para o russo.

Um “blinde”.


Da conjuntura histórica do Movimento esquerda Botequeira
Ogro Vermelho revolucionário
Empurrador oficial de carros do MEB

Segundo pesquisas históricas até agora realizadas pode se afirmar com segurança que o MEB surgiu antes do famigerado-estoico-irracional sistema Capitalista. Segundo a teoria Marxista, o fato histórico que se desdobra no capitalismo começa a ocorrer com o cercamento dos campos durante a idade média por volta do século XVI; consta que neste momento os camponeses desapropriados da terra, seu único meio de produção capaz de sustentar as relações sociais da mesa de “bar”, sedentos e oprimidos, não podendo mais afogar as suas mágoas passam a discutir a atual conjuntura da plebe; a insatisfação cresce, sendo relatadas em diversas ações oposicionistas.

Sem outra alternativa a nobreza, o clero e a burguesia se vêem obrigada a agir. Assim fazem com que dezenas de leis sejam promulgadas perseguindo aos expropriados, que além de impedidos de beber por não ter condições de fato, podiam, a partir deste momento, ser punidos inclusive com a pena de morte.

Com tanta perseguição era necessária a criação de um movimento revolucionário capaz de tomar as rédeas e modificar a atual situação. Surge assim o ME (Movimento dos Etílicos) - revolucionários contrários aoa cercamentos dos campos e pelo direito a um copo cheio de cerveja ou cana na mesa de bar.

Os Holandeses, sempre dotados de ideais libertários e maiores autoridades em destilados da Europa, aderem o movimento ,e apoiando o ME, enviam as terras recém descobertas um grande representante do movimento co-irmão holandês, de nome Maurício de Nassau. Em 23 de Janeiro de 1637 Maurício chega a Recife, onde os membros brasileiros do ME o recebem com júbilo. Ali estava o seu salvador na necessidade e desventura; este motivo o fez reagir, através de um decreto governamental por ele assinado que declarou confiscado todos os engenhos de CANA (Alambiques) que não estivessem produzindo o sagrado líquido. No decorrer dos anos de 1637 e 1638, os “engenhos” de cana de açúcar apresentavam baixa produção, porém, este fato para Nassau se devia às estratégias sistemáticas de devastações das plantações praticadas pelos inimigos opositores. Isso não podia continuar. Nassau envia espiões em todas as direções e descobre que o foco de tais ataques provinha da capitania de Pernambuco, seu novo alvo.
A resistência em Pernambuco dura pouco e Maurício de Nassau continua suas lutas e conquistas. Arrasados os contra-revolucionários passam a utilizar uma tática antiga de fugir pela retaguarda e inutilizar o foco principal e objetivo do ME (cana de açúcar). Dessa forma, diversas aldeias foram incendiadas e arrasadas, e, apesar do golpe baixo e como represália, os holandeses penetraram em Sergipe e não deixaram pedra sobre pedra. No Ceará sob o comando do Major Joris Garstman libertou a tribo indígena Tapuias (camaradas do ME). No início de 1638, após as vitoriosas campanhas, Nassau decide tomar para o ME a Bahia com a ajuda de novas tropas e navios. A idéia de preparar uma nova expedição contra uma cidade bem fortificada agradou a Maurício de Nassau, justamente no momento em que a colônia mais necessitava de sua presença, porque tudo nela ainda estava no período de desenvolvimento. A luta continua até que a vitória sobre a frota inimiga encheu Nassau e toda a colônia de orgulho (CANA) e, após o regresso da esquadra vitoriosa à Cidade de Recife, toda a população correu às ruas em grandes festividades cachacísticas. Na Holanda a notícia foi recebida com grande orgulho. Para comemorar o feito foi cunhada uma medalha comemorativa com a esfinge de Maurício de Nassau, cujo reverso representava uma batalha naval e trazia a inscrição "Foi abatido o orgulho do inimigo em 12,13,14 e 17 de Janeiro de 1640 com a ajuda do ME”.

Neste período diversas dívidas foram adquiridas para bancar a vitoriosa campanha de esquerda MENASSAURIANA. Em 1644, suspeito de improbidade administrativa, Nassau é “chamado de volta aos Países Baixos”.

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