segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Aos poucos, à revolução, camaradas!

“Hoje é o dia da Revolução;
Não há ninguém nas ruas.
Você está sozinho, pronto
Pra sujar as mãos”.

Definitivamente o fim de semana (dias 22 e 23 de fevereiro de 2008 – guardem esta data), segundo um camarada que prefere não relevar sua embriagues, foi o período mais propício, desde outubro de 1917, para a Revolução. O ambiente insurgente estava completamente a favor do movimento de massas e a concentração aconteceu num antigo antro burguês da cidade: o clube de Xadrez. Hoje, pra lá de decadente, esse ambiente que já foi sede de associações burguesas e tradicional antro do CCC2 friburguense (Comando de Caça aos Comunistas Cachaceiros), antagonicamente, quase pariu a revolução socialista.

De posse de um bafo monumental e muita sede, os guerreiros vietcongues iniciaram os trabalhos às oito da noite (à luz de velas) colocando em pauta como seria regada a reunião. Depois de muita apreensão e alguns goles na TB (nossa patrocinadora oficial – EXPERIMENTE VOCÊ TAMBÉM), eis que o movimento revolucionário deu pinta de começar o levante exatamente como nos ensinaram os maiores teóricos da revolução: ao som de samba de roda.

Foi empolgante perceber as sutilezas do levante socialista. As condições – assim como as mulheres – estavam mais do que dadas. Os reacionários de plantão, em nenhum momento, perceberam que os fuzis, granadas de mão e garrafas de gin estavam sob as cervejas no freezer. Bastava, então, que os líquidos alucinógenos fossem consumidos em doses cavalares para que as lideranças previamente escolhidas tomassem em suas mãos a direção da Coluna que marcharia rumo ao parlamento burguês.

Por uma falha de conduta e disciplina de alguns camaradas (nada que um tiro não resolva) a marcha se dissolveu. Ao invés de marchar adiante rumo a “casa do poder”, alguns militantes preferiram marchar rumo ao Bar Bolero. Outros, por sua vez, marcharam para os prostíbulos, acampamentos hippies e bancos de praça. A Coluna que liderava o movimento defendia a tese de fechamento dos botecos como forma efetiva de se chegar calibrado ao poder. Dessa forma, iniciaram o processo pelos bares adjacentes ao clube e prosseguiram, de forma corajosa, ao Bar das Torcidas, em Olaria, famoso recinto de conglomeração revolucionária. Lá se deu a maior derrota da Coluna. Na esperança de tomar o balcão, nossos experientes guerreiros do socialismo AA sucumbiram à persistência da liderança do boteco. Perceberam tardiamente numa autocrítica que o negócio lá é complicado. Pra sair, rola um “boa tarde” pro dono do espaço.

Mas o movimento revolucionário mebiano é uma caixinha de cerveja. Não obstante ao desgaste ocorrido na madrugada de sexta para sábado, alguns persistentes guerreiros voltaram à luta. Armados com alguns Epoclers e sais de frutas, empreenderam grande frente de ataque ao bar. Eis que, para surpresa geral, não apenas o Bar das Torcidas, principal alvo da Coluna, foi fechado, mas outras inúmeras vitórias foram contabilizadas. Pela ordem: Finalizar a cerveja do Sob Medida, na Rua Portugal; fechar o América, o Camarão e o Cancelão, na Rua Monte Líbano; e por fim, sair vitorioso de Olaria.

Dessa forma, o MEB mostrou que é possível vencer e conclama as massas para um levante ainda maior, onde o alvo, desta vez, será o SELECT 24 horas, loja de conveniência do posto Shell.

À luta, camaradas! Só sairemos de lá com as portas cerradas.

E um abraço aos comercializantes da área de Jaconé e Saquerema.

Um beijo, bolivianas!

Comitê Central do MEB, fevereiro de 2008.

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